Ao longo das várias reuniões e contactos que fiz, é para mim
claro que iniciar uma relação comercial em Singapura assentará (para além das
questões básicas de qualidade elevada e preço competitivo... diferente de baixo
preço) em três pilares: credibilidade do fornecedor, confiança na relação em
construção e... paciência.
Uma boa forma de as empresas se apresentarem deveria
assentar num texto curto, sintético mas ao mesmo tempo rico em que fosse e
evidente o seguinte:
- Uma tabela de preços (ou global ou escolher 20 produtos
de referência que possam dar ao comprador uma noção clara do perfil de preços
praticados)
-Uma lista de países onde têm clientes regulares e há
quanto tempo lá fazem negócios. Porquê? Porque o cliente não nos conhece e
sentir-se-á muito mais confortável se souber que as empresas já estão no
mercado da exportação há muito tempo e de forma consolidada.
-Se possível, dar referências concretas
-Descrever, por tópicos, as 10 vantagens de cada empresa:
tipologia, qualidade e flexibilidade de produção, capacidade de desenvolver
produto, tipo de investimento feito em design, capacidade de trabalhar em
parceria com o cliente, investimentos na imagem, orientação para o serviço ao
cliente, etc.
São pequenas sugestões que podem parecer insignificantes mas que tentam corresponder à filosofia de que negociar não é um acto isolado mas um processo. Um caminho que tem várias etapas e se faz andando.
Quem, em Portugal, conhece o mercado já me tinha dito. E as impressões que aqui tenho recolhido apontam, claramente, no mesmo sentido.
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